sábado, fevereiro 10, 2007

Grande Noite

Bom, por falta de elementos da reportagem fotográfica da noite passada, restam-me as palavras.
Ontem foi uma noite em que dominou a amizade, o espírito académico e a união.
Uma noite em que muitas verdades foram ditas e descobertas.
Uma noite que me ajudou bastante a encontrar algumas formas de solução.
Uma noite de aprendizagem...
Foi sem dúvida UMA NOITE A REPETIR

P.S - Obrigado por serem como são
(esperemos que em breve possa colocar a reportagem fotográfica)

Sinto o fracasso a apoderar-se de mim.
Tudo o que me rodeia deixa de fazer sentido sem…
O medo da desilusão apodera-se de mim.
O medo de…

Dizem que a noite é uma boa conselheira.
Veremos…

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Sem forças, eis como me sinto.
O nevoeiro continua a perseguir-me e torna-se cada vez mais intenso.
Gostava de arranjar uma forma de dar a volta ao mundo antes que ele me dê uma volta a mim.
Gostava de descobrir uma fórmula que dissolvesse o nevoeiro.
Gostava que as estrelas iluminassem o meu caminho.
Gostava de ver o sol brilhar uma vez mais.
Gostava…
Gostava…
Gostava…

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

E como não podia deixar de ser….

Pois é, decidi-me a deixar aqui a minha opinião sobre o aborto. Mas quero desde já esclarecer que este post não é de campanha, serve apenas para expressar aquilo que penso.
A questão do aborto é muito complexa, quer o sim, quer o não estão empenhados em apresentar os seus argumentos, umas vezes bem, outras vezes de formas bastante incorrectas e falsas, mas lá iremos.
Pessoalmente acho que a despenalização (e porque é disso que se trata), deve ser aprovada. Não porque defenda o aborto livre, mas porque é uma forma de diminuir a mortalidade causada pelos abortos clandestinos, esses sim praticados livremente, sem prazos e sem qualquer tipo de condições. Outro argumento que me deixa bastante surpreendida é a defesa de que com a despenalização irá haver uma liberalização e que as mulheres vão desatar a fazer abortos só porque não tomaram as devidas precauções. Sinceramente não sei como há pessoas que pensam isso, porque nenhuma mulher faz um aborto de ânimo leve, todas sabemos que é uma decisão muito difícil de tomar, que é precisa muita informação e muito esclarecimento para, em último caso, se fazer um aborto. O que acontecerá se o sim ganhar será uma opção para a mulher, pois terá oportunidade de ponderar todas as possibilidades, sem ter receio de ser presa e de passar a humilhação de um julgamento. Serão criadas condições de aconselhamento, de planeamento e de educação sexual (porque é importante que a informação comece desde cedo, em lugar de surgirem gravidezes indesejadas, por falta de precauções e por desconhecimento das atitudes correctas a tomar). Ainda outro argumento que me deixa perplexa: o não afirma que o dinheiro dos impostos dos contribuintes vai ser depositado em clínicas de abortos. Realmente demonstra uma preocupação com a crise que o país está a atravessar e com os investimentos que se fazem em Portugal. No entanto, ninguém se insurgiu contra o facto de se construírem dez estádios de futebol, apenas para um campeonato. Será que uma vez mais o futebol está à frente de tudo e as preocupações com a dignidade da pessoa humana e o risco de vida que milhares de mulheres correm ao fazer abortos clandestinos não tem importância? Por fim, os números, já ouvi dizer que após a aprovação da despenalização em outros países, o número de abortos subiu a pique. Isto é apenas uma parte da verdade, porque realmente há um aumento do número de abortos mas porque nunca se tem o total conhecimento do verdadeiro número de abortos clandestinos feitos diariamente. Após este grande aumento, o que acontece é a estabilização dos números de abortos realizados, e esta sim é a verdade completa.
Relativamente à campanha acho que estão a ser tomadas acções dispensáveis e que os portugueses estão a ser induzidos em erro. Às dez semanas o coração ainda não bate, é apenas um músculo (tal como todos sabemos). Às dez semanas, o sistema nervoso central ainda não está formado. Choca-me o facto de as pessoas desatarem a dar a sua opinião sem estarem minimamente informadas (e isto dos dois lados). Para se votar em consciência devemos informar-nos e esclarecer todas as nossas dúvidas. Essa é a minha definição de campanha, no entanto opta-se por imagens chocantes, sem quaisquer esclarecimentos, tudo com o lema, “por um voto se ganha, por um voto se perde”. A campanha serve para informar e não para arranjar votos. Os portugueses devem votar em consciência e não porque viram imagens que os chocaram.
Por fim, resta-me apelar que no dia 11, votem Sim, ou votem Não, mas votem. Tal como todos sabemos, votar é um direito e um dever cívico e a vinculatividade deste referendo é bastante importante para, de uma vez por todas, se encerrar a questão do aborto em Portugal.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Consequência do estudo de administrativo

Somos subalternos do nosso coração

Deambulando pelas ruas de Lisboa

A noite está mais escura e silenciosa que o habitual. Será assim mesmo? Ou será apenas a forma como me sinto?

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Não vivo,sobrevivo

Não vivo, sobrevivo… a mim, a ti, à tua ausência, à tua presença, enfim…a tudo o que me fazes sentir. Porque não me deixas esquecer-te? Porque não me deixas seguir o meu caminho? Porque não consigo acordar e ver que tudo não passou de um mundo de fantasia onde tu e eu éramos realmente felizes? Porque? Porque? Porque? Esta é a palavra que toma conta dos meus pensamentos nestes últimos tempos. Palavra estúpida que domina esta enorme crise existencial, que me faz sentir à beira de um abismo de desespero, saudade e incerteza.
Desespero por ti, por um momento em que o tempo pare, o mundo deixe de girar e nele estejamos os dois, rodeados por um infinito céu de amor e paixão.

Vou deixar de sonhar….vou sair…talvez o silêncio da noite me abrace e me segrede um fim para esta negra e absurda existência.

Adeus…

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Pedro Abrunhosa - Beijo

não posso deixar que te leve
o castigo da ausência,
vou ficar a esperar e vais ver-me lutar
para que esse mar não nos vença.

não posso pensar que esta noite
adormeço sozinho,
vou ficar a escrever,
e talvez vá vencer
o teu longo caminho

quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

leva os meus braços,
esconde-te em mim,
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim.

não posso deixar de sentir-te
na memória das mãos,
vou ficar a despir-te,
e talvez ouça rir-te
nas paredes, no chão.

não posso mentir que as lágrimas
são saudades do beijo,
vou ficar mais despido
que um corpo vencido,
perdido em desejo.

quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

leva os meus braços,
esconde-te em mim,
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim.

A vocês...

A vocês que são os meus alicerces.
A vocês que estão sempre do meu lado e não me deixam ceder (embora por vezes a "tentação" seja maior).
A vocês que compreendem o que sinto, ou pelo menos tentam compreendê-lo.
A vocês que tentam fazer-me ver o mundo de uma forma diferente, de forma a afastar-me do eterno nevoeiro que teima em perseguir-me.
A vocês que são realmente uma das minhas razões de viver um:

MUITO OBRIGADO

sábado, janeiro 20, 2007

Com amigos destes vale a pena lutar


e claro, fundamentalmente com tranquilidade lol

Parabéns LISTA A - Até ao fim

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Porque às vezes uma pausa faz bem

No meio de uma semana que promete muito esforço e muito trabalho, eis-me chegada de uma noite, para a qual o estado de espírito era pouco mas que se revelou uma noite magnífica, com discussões interessantes e construtivas e que acabou com um belo passeio tardio, vagueando pela cidade de Lisboa, tão deserta, mas tão fascinante ao mesmo tempo.
Sem dúvida, uma noite a repetir.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Por ti


A Lista que trabalha por ti e que está Ao teu lado...Até ao fim!!!

domingo, janeiro 14, 2007

Pensem antes de falar

Para aqueles que pensam que andamos na faculdade a brincar, só vos peço uma coisa, pensem antes de falar porque os que as pessoas pensam é uma coisa e o que se passa lá dentro é outra completamente diferente.
As pessoas pensam que tiramos más notas porque não estudamos, mas esquecem-se que muitas más notas não são só culpa dos alunos mas também de assistentes que podem ser competentes para muita coisa menos para dar aulas.
Mais uma vez se nota o espírito português, a mania das críticas sem se saber, sem se passar pelas coisas. Assim também eu critico meus amigos.
Na faculdade todos nós pensamos em desistir, no entanto, sabemos que, por mais que nos esteja a custar a merda de notas que temos, por mais que estejamos fartos de muita coisa que se passe dentro daquela casa, há sempre algo a descobrir. algo que nos faz não desistir e continuar em frente nesta luta diária pelo nosso futuro.
Por isso já é altura de pararem as críticas e começarem a tentar compreender que a vida académica não é só borgas, é esforço, dedicação, estudo e trabalho!!
Para essas pessoas: "Só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro".

terça-feira, janeiro 02, 2007

É um caso perdido? Então perdemos!!!

Num momento de futilidade durante as férias, aproveitei para fazer zapping pelos vários canais de televisão e eis que, num deles, me deparo com a publicidade a uma série (Projecto Justiça), na qual um dos protagonistas responde a uma afirmação de que determinado caso é "um caso perdido" da seguinte forma: "então perdemos". Realmente é este espírito que devemos ter nas nossas vidas. Há que ter a coragem de arriscar, mesmo quando tudo parece perdido. Quem sabe se afinal, não é um caso perdido mas sim um caso com uma solução difícil de encontrar?
Todos temos momentos em que nos apetece desistir e mandar tudo para trás das costas gritando para quem nos quiser ouvir, NÃO VALE A PENA LUTAR MAIS,ESTÁ TUDO PERDIDO!!! Mas penso que com empenho e dedicação tudo se resolve, há que ter persistência, lutar pelos nossos objectivos com "unhas e dentes", acreditar em nós próprios e nas pessoas com quem trabalhamos (sim, porque o espírito de grupo também é importante). Mesmo quando tudo parece perdido há sempre uma luz ao fundo e talvez possamos perder mais que aquilo que estamos a ganhar na altura, não podemos ficar parados, de braços cruzados a ver o mundo girar à nossa volta há que ter determinação e dar o primeiro passo rumo ao caminho certo. Se, por qualquer motivo perdermos, pelo menos tentámos, não ficamos com a eterna questão "e se..." a martelar-nos na cabeça a toda a hora.
Por isso, este vai ser o meu novo lema:

É um caso perdido? Então perdemos!!!

sábado, dezembro 30, 2006

Para todos os desejos de um

BOM ANO NOVO

sábado, dezembro 23, 2006

Para todos votos de

sábado, dezembro 09, 2006

Partir para outra...

Gostava que tudo fosse assim tão simples!!!

quarta-feira, novembro 08, 2006

Há dias...

Há dias em que te amo
Há dias em que te odeio
Há dias em que te desejo
Há dias em que te afasto.

Há dias que mais parecem noites
Há dias que só penso em desaparecer
Há dias em que a solidão se apodera de mim
Há dias em que só me apetece morrer.

Há dias intermináveis
Há dias em que nada mais importa
Há dias em que…
Enfim…há dias em que apenas queria que fosses meu.

O amor é um lugar estranho...

O amor é um lugar estranho… e por vezes doloroso!
Amamos, sorrimos, sofremos, choramos. Muitas vezes é esta a verdadeira dimensão do amor (sentimento tão belo e que ao mesmo tempo se pode transformar num autêntico fosso sem fundo). Amamos quando finalmente encontramos aquela pessoa, alguém que nos faça levantar e achar o mundo cada vez mais belo. Sorrimos quando pensamos nessa mesma pessoa e nos momentos que podemos vir a passar com ela. Sofremos quando percebemos que afinal, há um longo mar entre nós e a tal pessoa é inalcançável, então choramos e o mundo torna-se negro, como um nevoeiro intenso que sentimos jamais conseguir ultrapassar.
No entanto, o ser humano parece ser alguém que gosta de sofrer as mazelas do amor. Gosta de voltar a navegar neste círculo vicioso de emoções e sentimentos e voltar a perder-se e a afogar-se no tal nevoeiro que teima em não deixar o sol entrar.
Todos nós gostamos de nos sentir como se estivéssemos a planar sobre o mundo, como se nada mais importasse, como se o mundo inteiro estivesse na imagem daquela pessoa que para nós é um mundo. No entanto, a imagem começa a ficar desfocada, corremos para tentar alcançá-la, gritamos cada vez mais alto para ela não nos deixar. Mas existe algo mais forte que teima em afastá-la de nós, em insistir para que voltemos para o nevoeiro do quotidiano.
Pois é, a cada dia que passa começo a chegar à conclusão que ninguém consegue resistir a esse grande ciclo vicioso que se chama amor. Por mais que tentemos fugir, mais depressa ele nos persegue e insiste em levar-nos com ele para um mundo que nos vai conduzir a um caminho incerto e íngreme, no qual temos de avançar passo a passo sem podermos calcular as consequências dos nossos actos. Um caminho que nos poderá conduzir a sentimentos contraditórios que conseguem pôr o nosso coração a bater num ritmo acelerado e a ficar cada vez mais despedaçado.
Não há fuga possível por isso só resta uma solução entrar no círculo vicioso e esperar que ele um dia se abra e nos deixe ver a imagem por detrás do nevoeiro.

"Boa noite, eu vou com as aves " (frase de Eugénio de Andrade)