Devido aos diversos comentários, sem sentido e com ofensas esclarecidas por parte de anónimos e pessoas com nomes fictícios,deixo aqui desde já o aviso que, a partir de hoje esses comentários não serão aceites. É triste ser obrigada a tomar uma atitude destas, mas este blog é um blog de discussão e não de ofensas. Se querem ofender façam-no pessoalmente e não através de nomes fictícios. Quanto aos comentários que sirvam para debater um determinado tema esses serão sempre bemvindos.
Saudações.
domingo, maio 21, 2006
Breve anotação.
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Rita Paias
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10:29 a.m.
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quarta-feira, maio 17, 2006
Hoje é o dia D
Chega, chega, CHEGAAAAAAAA. Estou farta. Hoje acabou tudo.
Acabaram-se as mentiras, acabaram-se as falsidades, acabaram-se as grandes amizades surgidas e acabadas do nada. Hoje é o dia D (peço desculpa pela falta de originalidade), a partir de hoje pessoas falsas jamais entrarão na minha lista de amigos, ou se é verdadeiro ou nada feito. Estou farta de sofrer por pessoas que não valem a pena. A partir de hoje tudo vai mudar, vou dar toda a minha atenção e todo o meu carino a todas as pessoas que realmente o merecem. Basta de boa-vontade, para quê? Para se aproveitarem dela? Não meus amigos chega de ser parva.
Fui
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Rita Paias
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11:31 p.m.
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segunda-feira, maio 15, 2006
Outside
And you can bring me to my knees...Again
All the times when I could beg you please....In vain
All the times when I felt insecure....For you
And I leave my burdens at the door
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the time that I felt like this won't end
It's for you
And I taste what I could never have
It was from you
All the times that I've tried
My intentions, full of pride
But I waste more time than anyone
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok
But I'm on the outside
And I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
Staind
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Rita Paias
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3:56 p.m.
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Momentos
Há momentos na nossa vida em que sentimos que já pouca coisa faz sentido. Entramos em solidão, desespero, depressão, e muitas vezes sem ninguém dar por isso. A tristeza invade-nos e não conseguimos arranjar boas recordações. Nada faz sentido, NADA. A nossa mente é invadida por uma única vontade: DESISTIR DE TUDO.
Mas será isto que realmente acontece? Não será este o caminho mais fácil quando comparado à outra solução restante: encarar a vida como um desafio que tem de ser ultrapassado passo por passo? Claro que sim, por vezes, todos nós temos tendência a seguir um caminho mais fácil. Um caminho que custe menos a percorrer, ou até um caminho que nos faça sofrer menos. No entanto, a segunda opção pode ser a mais difícil mas é a que nos leva a momentos de felicidade (mesmo que sejam muito pequenos, porque, segundo li um dia, a vida é recheada pela tristeza, nela somente encontramos pequenos momentos de alegria) momentos estes que devem ser aproveitados ao máximo, de forma a conseguirmos armazenar forças para o próximo desafio que promete ser ainda maior que o outro.
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Rita Paias
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3:37 p.m.
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domingo, maio 07, 2006
Poema à mãe
Aqui está um poema do grande Eugénio de Andrade, dedicado a todas as mães, mas, principalmente à minha. Um beijo
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
ao fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...~
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esquecerei de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves!
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Rita Paias
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3:21 p.m.
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terça-feira, abril 25, 2006

Como é óbvio, não podia deixar passar este dia sem referir a importância que o 25 de Abril teve na luta pelos nossos direitos e, acima de tudo, pela LIBERDADE.
O 25 de Abril, é melhor exemplo do famoso ditado "a união faz a força". Se não fosse a união dos militares, e do povo português, alguma vez teria sido possível derrubar o regime salazarista (que de positivo teve apenas o facto de relançar a economia portuguesa)? Penso que não.
Pois é, todos nós deveríamos seguir este exemplo e unir-nos para lutarmos pelos nossos ideiais, uma vez que:
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Rita Paias
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5:48 p.m.
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quinta-feira, abril 20, 2006
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o
ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Morais
Este texto é dedicado a todos os meus amigos que me apoiam, mesmo quando não estão presentes. Tal como elucida o texto, vocês são os meus alicerces. E, digam o que disserem, façam o que fizerem, desde que vos tenha ao meu lado (embora nem sempre fisicamente, mas no cantinho do meu coração reservado a cada um de vocês), conseguirei reunir forças para dar mais um passo neste caminho constante para o abismo que é a nossa vida.
OBRIGADO POR TUDO
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Rita Paias
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2:43 p.m.
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segunda-feira, abril 17, 2006
1983-2006

Foi com choque que recebi a notícia que Francisco Adam (o "Dino" dos "Morangos com açucar") tinha falecido na madrugada de Domingo. Contaram-me através de uma mensagem no telemóvel e a primeira coisa que pensei é que era uma brincadeira de muito mau gosto. Contudo era verdade, este jovem actor de 22 anos perdeu a vida num acidente de automóvel do qual resultaram mais dois feridos graves.
É sempre chocante receber a notícia da morte de alguém tão jovem e com um futuro promissor pela frente (pelo que a sua prestação na série deixava adivinhar) e ainda por cima de uma forma tão estúpida e revoltante como um acidente de carro.
O "Dino-man", era conhecido pela boa-disposição que o acompanhava tanto no dia-a-dia, como no trabalho. Começou a sua carreira como modelo, participou em alguns anúncios publicitários e concorreu a um casting para a série "Morangos com açúcar", na qual participava há cerca de um ano.
Resta-me apenas dizer, DESCANSA EM PAZ FRANCISCO, estejas onde estiveres, nunca serás esquecido.
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Rita Paias
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9:13 p.m.
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quarta-feira, abril 12, 2006
É tempo de parar
Poquê preocuparmo-nos?
É tão fácil ficar sentado
e ver tudo girar à nossa volta!
Mas o mundo não tem que ser assim.
Há que lutar e remar contra o grande mal da sociedade.
Essa apatia...
que mata o pensamento
e faz nascer a ignorância.
Parem!
Parem com toda esta apatia que nos corrói,
e nos faz perder o nosso valor mais importante:
a OPINIÃO.
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Rita Paias
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4:35 p.m.
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Há coisas que me fazem confusão
Realmente, não consigo compreender qual a utilidade de andar a ironizar com tudo e mais alguma coisa que acontece de novo na FDL. Primeiro foram as eleições, depois, os acontecimentos na lista R, agora a geração de luta. Pergunto-me, o que se seguirá?
Será que as pessoas não têm mais nada de interessante para fazer que andar a gozar com o trabalho dos outros. E que tal tentarem intervir (mas sem críticas inúteis) em lugar de denegrir? Se realmente querem ajudar a FDL, não seria melhor optar pela união.
Acho bem que critiquem e dêm o vosso ponto de vista, mas façam-no de uma forma honesta, realista e construtiva (afnal todos nós crescemos com as criticas que nos fazem).
Espero que comecem a abrir os olhos e percebam que esta vossa atitude não vos vai levar a lado nenhum. Apenas servirá para criar maus ambiente e desentendimentos entre todas as pessoas da FDL (pertençam elas a que geração pertençam).
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Rita Paias
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4:23 p.m.
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quarta-feira, março 29, 2006
"R" de revolta ou "R" de revolução?
Desde que entrei na FDL, nunca tinha sentido algo parecido com o que sinto actualmente. Os meus sentimentos são muito variados, vão desde a incompreensão, à desilusão, passando mesmo pela frustração. É triste ver pessoas pelas quais tenho grande apreço utilizarem golpes sujos para atingirem lugares mais altos, sem se aperceberem das consequências que os seus actos teriam (ou será que sabiam? Sinceramente prefiro acreditar que não). Ainda hoje estou para perceber quais os motivos que levaram a esta atitude, será que alguém me consegue explicar?
Onde pára o espírito de união tão defendido e aclamado no início? (estejas onde estiveres volta, estás perdoado!!!!)
Sinto-me desiludida porque vi um projecto em que acreditava e ao qual tinha orgulho em pertencer cair por água abaixo pela razão mais estúpida deste mundo. Actualmente a vergonha ocupou o lugar do orgulho. Sim vergonha, ela mesmo. Sinto vergonha por todos os que alinharam nisto e por presenciar cenas que nem lembram ao Diabo. Caramba!!! Será que as pessoas não sabem fazer as coisas civilizadamente, sem ser pelas costas? Não seria possível ter-se chegado a uma solução que agradasse a todos?
Tenho ponderado bastante sobre este assunto e ainda não consegui encontrar um único ponto positivo em tudo o que se passou. Uns saem derrotados e vêm tudo pelo que lutaram esvair-se em segundos, outros precipitam-se e dizem coisas que de certeza não foram pensadas. Resumindo, destrói-se a história de uma lista, acabam-se amizades, sucedem-se sentimentos de angústia e desilusão. Volto a perguntar, valeu a pena?
Resta-me apenas esperar que as coisas voltem a tomar o rumo que tinham no tempo em que cheguei à lista à qual me orgulhava de pertencer e que as pessoas responsáveis por tudo isto ponderem muito bem naquilo que fizeram e que lhes tenham servido de lição.
Quanto a mim...FUI...
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Rita Paias
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1:36 p.m.
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terça-feira, março 21, 2006
Dia Internacional da Poesia
Não podia deixar passar este dia, que representa um dos meus passatempos preferidos sem fazer referência aos meus três poetas preferidos e ao seu génio, deixando um poema de cada um deles. Eis os grandes mestres: Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade e Al Berto.
Pequena elegia de Setembro
Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mão no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de Setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas olhar mais as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
Olhando o mar, sonho sem ter de quê
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, estar em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?
Fernando Pessoa
Recado
Ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina possas recolher
alimento suficiente para a tua morte.
Vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer - vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite.
Deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo - deixa
que o Outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me.
Que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá o etéreo visitante desta noite.
Não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira - não esqueças o ouro
o marfim - os sessenta comprimidos letais
ao pequeno-almoço.
Al Berto
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Rita Paias
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7:32 p.m.
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segunda-feira, março 20, 2006
Da Weasel - Venha Lá O (money)
Money , money , money - venha lá o money
Qual é a coisa , qual é a coisa , qual é a coisa , qual é ela ,
pela qual toda a gente se pela e atropela ?
A coisa pela qual as pessoas quase morrem ,
a coisa mais importante nos dias que hoje correm ?
Refrão:
Money , money , money -venha lá o money
O dinheiro - quando se fala sobre seja o que for ,
A primeira coisa a saber é qual o seu valor
Esse jogador é bom ? Não sei , quanto é que custou ?
Esse actor é bom ? Não sei , quanto é que cobrou ?
Refrão
Se um filme foi o mais caro na história do cinema
é garantido para os putos que vale bem a pena
O dinheiro tornou-se referência de quase tudo
E como diz o Vale Tudo , um escudo é um escudo
Refrão
Toda a gente pensa em dinheiro para isto e para aquilo
E quem não tem dinheiro não consegue estar tranquilo
Não traz felicidade , mas com dinheiro toda a gente muda
Não é felicidade mas na felicidade até ajuda
Refrão
Money is everything , como falou B.C.
A Teresinha só pensa em dinheiro como disse o Janelo e o Boss A .C.
Há quem diga que não faz falta , há quem diga que falta faz
Infelizmente , dinheiro é tudo e viver sem ele sou incapaz
Refrão
Esta é mais uma das grandes realidades que se vivem no nosso país, retratada por um dos melhores grupos portugueses do momento, os Da Weasel. Mas, como estava a dizer, a realidade é esta, em Portugal, toda a gente critca, mas poucos são os que agem. As pessoas conformam-se com facilidade e não procuram afirmar as suas posições, se um dos grandes poderosos diz mata, não há ninguém k tenha a coragem de dizer esfola. E, quanto ao tema da música - o dinheiro - passa-se precisamente a mesma coisa, todos dizem que o materialismo é algo que deve ser destruído, mas, paralelamente, a venda de automóveis de luxo aumenta quase 4 por cento e as pessoas tornam-se cada vez mais consumistas. Será que sou eu a ver mal, ou estas pessoas que se opõem contra o materialismo são as primeiras a praticá-lo?
Enfim, está na hora de agir. Já é tempo da minoria que tem coragem para mostrar a sua VERDADEIRA opinião se tornar numa gigantesca maioria e juntar esforços para transformar este mundo repleto de materialismo, egoísmo, egocentrismo, e desigualdade (desculpem lá, mas a minha inspiração do momento não me permitiu encontrar mais palavras acabadas em "ismo"), num mundo em que o que realmente interessa é a relação entre seres humanos, a solidariedade e a partilha.
VAMOS A ISSO!!!!!!!!!!!!
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Rita Paias
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9:27 p.m.
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domingo, março 12, 2006
Ópera do Malandro
Esta é, definitivamente uma peça a não perder, e acreditem, vale bem a pena levar três horas em pé (isto para kem comprar bilhete para as galerias do coliseu dos recreios em Lisboa). Desde as músicas,a história, à interpretação, não há um único defeito que eu consiga encontrar para esta magnífica obra-prima de Chico Buarque. Esta é uma peça em que é impossível não sentir vontade de dar um pézinho de dança, ou tamborilar com os dedos nos braços da cadeira, ao ritmo das animadas músicas que compõem o espectáculo onde predomina o bom-humor, mas também são tratados sentimentos como o amor e a traição. Não vos conto mais porque estaria a estragar a surpresa.
Apenas vos deixo algumas imagens e vos aconselho a não perderem uma oportunidade única de ver/rever, esta "homenagem à nata da malandragem"




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Rita Paias
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11:00 p.m.
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quarta-feira, março 08, 2006
8 de Março, Dia Internacional da Mulher
Hoje é o dia internacional da mulher e, como não podia deixar de ser, gostava de deixar aqui algumas palavras (não muitas porque hoje a inspiração é pouca). As mulheres merecem ser lembradas, porque sem elas o mundo não seria o mesmo. Contudo, não consigo ceixar de me perguntar: nos dias de hoje, faz algum sentido haver um dia internacional da mulher? Não será essa uma forma de demonstrar discriminação entre sexos? Há uns dias atrás disseram-me algo com que concordo, a discriminação sexual na actualidade está muito menos presente no mundo de hoje que há uns séculos atrás. É óbvio que ao dizer isto me refiro essencialmente aos países ocidentais, não àqueles em que as mulheres são exploradas até ao limite pelos homens. É certo que ainda existem aquelas mentalidades raras que afirmam que o lugar da mulher é na cozinha e etc e tal. No quotidiano as mulheres vêm o seu papel cada vez mais valorizado, seja em termos profissionais, seja em termos sociais. A pouco e pouco vamos vendo mulheres a assumirem cargos de liderança nas empresas e cada vez mais mulheres formadas.
Estes são sinais que, finalmente, a luta pela igualdade de direitos e de sexos stá a ter resultados bastante positivos. Só espere que continue assim e a evoluir para um mundo cada vez mais igual e sem discriminações e
Estúpidas que só levam a concorrências injustas e desleais
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Rita Paias
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4:46 p.m.
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quinta-feira, março 02, 2006
Homens...
Hoje, em conversa com um amigo meu, ele disse-me algo do género: "quando uma rapariga veste uma mini-saia é só para provocar os homens...". Quando ouvi isto só me deu vontade de fazer duas coisas: 1º - matar o meu amigo ali mesmo, a sorte dele foi estarmos num local público e bastante movimentado senão....bom, passando à frente. 2º - gritar-lhe bem alto que os homens não são os unicos seres à face da terra e que as mulheres têm coisas muito mais interessantes para fazer que andar a provocá-los (isto falando na generalidade). Mas de certa forma até compreendo o meu amigo, é que os homens vivem num mundo tão fechado, tão fechado, mas tão fechado que não são capazes de pensar com o cérebro que se encontra dentro das suas cabeças. Será que eles não compreendem que nós, as mulheres temos formas muito mais fascinantes de os conquistar do que um top decotado e um cinto largo? Homens acordem para a vida de uma vez por todas, o mundo não gira à vossa volta, por isso deixem-se a desculpa de "ah, nós não temos a culpa, se ela se veste assim é para nos provocar", para justificar a vossa necessidade constante de "correr atrás de um rabo de saias". Não se justifica que uma rapariga não se vista da forma que mais gosta para evitar comentários do género: "ainda dizem que as flores não andam", já para não falar de outros mais hilariantes como: "Tirava-te um bife!!!" (amigo, a menos que encontres uma canibal e que ela seja o amor da tua vida, essa táctica jamais resultará).
Sugiro a todas as mulheres que estão a ler este post que da próxima vez que virem um homem na rua lhe atirem o piropo mais original que encontrarem (por favor não utilizem o do bife!!!). Pode ser que assim os homens se apercebam das trsites figuras que fazem quando vêm uma mulher na rua (já para não falar das idas contra postes e caixotes do lixo causadas por falta de atenção à estrada).
É bom que os homens acordem para o mundo real e percebam que não é assim que se conkista uma mulher. Mas também não sou eu que o vou revelar, dêem uns dias de descanso ao cérebro colocado mais abaixo e comecem a usar os vossos neurónios, pode ser que assim as coisas mudem...ou não...
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Rita Paias
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9:08 p.m.
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Ah, Onde Estou
Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo,
A banalidade devorante das caras de toda a gente!
Ah, a angústia insuportável de gente!
O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto,
Estômago da alma alvorotado de eu ser...
Álvaro de Campos
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4:28 p.m.
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Estou farta...
A cada dia que passa cada vez tenho mais a certeza de uma coisa: vivemos rodeados de mentira, falsidade e hipocrisia. Será que alguém me explica qual a necessidade de mentir, mesmo pelas coisas mais insignificantes? O que leva uma pessoa a inventar histórias que desde que nascem têm o seu futuro comprometido devido um mísero promenor que escapa na sua criação? Não seria melhor se todos nós fossemos sinceros e honestos uns com os outros em vez de andarmos a brincar ao jogo do quem é melhor, mais rico, mais forte, etc, etc, etc. Caramba, será possivel que no mundo actual hajam tão poucas pessoas que dão importância aos verdadeiros valores existentes nas nossas relações do quotidiano?
Chamem-me idealista, chamem-me o que quiserem, mas eu não consigo digerir o facto de estar rodeada de competições estúpidas e inúteis que me levam a perder a paciência frequentemente e a ficar farta desta merda toda. Chega... Chega... CHEGA...Acabem de uma vez por todas com o mundo material e comecem a ter vida própria em lugar de andarem a lixar a dos outros. O que as pessoas ganham com estas acções que de inteligente não têm nada, é ficarem sozinhas, sem amigos e a invasão dakele sentimento que nos cobre a alma e nos tira a vontade de viver e que tem como nome SOLIDÃO. Vocês é que sabem, eu, por mim, estou farta, a partir de hoje vou apenas dar a minha atenção a pessoas que realmente merecem e que vêm outras coisas à frente para além de €€€€€€€€€€€€€€€€€€€.
Apenas deixo um conselho: ao pensarem que enganam alguém, enganam-se a vocês duas vezes.
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3:58 p.m.
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terça-feira, fevereiro 14, 2006
Dia de São Valentim

Hoje, como todos sabem é o famos dia de S. Valentim, mais conhecido pelo Dia dos namorados. Contudo, não consigo compreender o que significa realmente este dia. Não deveríamos nós celebrar o amor cada dia das nossas vidas? Porque é que há pessoas que enchem o seu par com ursinhos, postais, e todas essas coisas que apenas servem para encher os bolsos dos donos dos recintos onde estes presentes são adquiridos, neste dia e nos outros são bem capazes de dizer as maiores atrocidades sobre ele? Haverá maior prenda que o verdadeiro amor vivido com todas as forças e aproveitado minuto a minuto? Onde se encontra o verdadeiro amor? Num gesto carinhoso ou num emorme urso de peluche?
Concordo com a existência deste dia, mas não como ela é actualmente. O dia de S. Valentim deveria ser para pensarmos no verdadeiro significado dessa tão pequena palavra que faz mover montanhas que é o AMOR. Deixemo-nos de ursinhos e de porta-chaves e passemos aos verdadeiros sinais de amor. Comecemos a viver a vida como ela é e acabemos com o materialismo que continua a querer vingar nos nossos dias.
A todos os casais que festejam este dia, aproveitem-no bem para demonstrar ao vosso par quanto o amam, mas não se esqueçam de repetir esse gesto pelo menos uma vez por dia.
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Rita Paias
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9:31 p.m.
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terça-feira, fevereiro 07, 2006
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a viva vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só m grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
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Rita Paias
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3:48 p.m.
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