Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
domingo, outubro 29, 2006
Porque embora ridículas as cartas de amor são importantes:
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Rita Paias
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8:56 p.m.
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sábado, outubro 21, 2006
Apoio a Lista A pelos princípios que defende e pelas garantias que pode dar aos alunos da FDL (é por vocês que aqui estamos).
Nestes últimos dias já ouvi dizer muita coisa que apenas demonstra de que lado está a razão e quais são as pessoas em quem devemos confiar uma tarefa tão importante quanto a chefia da AAFDL. Essas são pessoas íntegras, honestas, que sabem o que querem, que apenas prometem aquilo que podem realmente fazer, que não se deixam levar por chefias de determinados departamentos e que, acima de tudo têm como principal interesse defender os alunos da FDL em todas as situações e com todos os esforços possíveis e imaginários.
É com orgulho que pertenço a esta lista pois acredito nas pessoas que aintegram, no espírito de trabalho, força de vontade, motivação e união que nela prevalece (e que ultimamente tem andado tão invisível nos corredores da nossa academia).
Todos nós sabemos que a FDL está a atravessar tempos muitos difíceis e que pode estar à beira de um fim indesejado por todos os que realmente a amam e se interessam por ela, colocando para trás todo o tipo de interesses políticos e pessoais. Sabemos ainda melhor que para ultrapassarmos esta crise, temos que estar unidos, que nos fazer ouvir, que defender as nossas ideias e não nos deixarmos intimidar (eu sei que este espírito já prevaleceu em tempos na FDL, só tenho pena que não tenha continuado e de não ter estado presente nessa altura).
Embora tenha estado apenas um ano na Lista R, foi o suficiente para perceber que, ao contrário do que dizem, o seu espírito continua na LISTA A e é por homenagem a este espírito que consegue sobreviver a todas as armadilhas que lhe surgem, que todos nós estamos empenhados neste projecto e que nos sentimos capazes de levá-lo até bem longe.
Por VOCÊS (alunos da FDL), batemo-nos todos os dias com todo o empenho e dedicação.
Pela nossa academia que não merece ser esquecida.
Por um projecto que tem tudo para ganhar.
Por todas estas razões vamos conseguir VENCER todos os obstáculos, por mais difíceis e intransponíveis que nos pareçam.
Acima de tudo por TI, e é por isso que estamos AO TEU LADO...ATÉ AO FIM!!!
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Rita Paias
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2:48 p.m.
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quinta-feira, setembro 28, 2006
Última aquisição

Embora não conheça muito o trabalho de José Cid, aqui está um cd fantástico, com as suas melhores músicas.
Recomendo vivamente.
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Rita Paias
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12:48 p.m.
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quarta-feira, agosto 23, 2006
Sinto-me só
Sinto-me só...
quando não estou contigo
e preciso mais que nunca
do conselho de um verdadeiro amigo.
Sinto-me só...
quando sonho acordada
com os momentos que passámos juntos.
Momentos que pareciam magia vinda do nada.
Sinto-me só...
quando sinto que podes precisar de mim
e eu sem nada saber não te posso ajudar.
Enfim, sinto-me só...
quado penso que podíamos estar juntos
e, por uma razão que não entendo,
continuo a sentir-me só.
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Rita Paias
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2:15 p.m.
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quarta-feira, agosto 16, 2006
Floribella vs Morangos com açúcar
No panorama nacional assistimos a um grande duelo com um fim inesperado. Trata-se da concorrência entre “Floribella” e “Morangos com açúcar”. Vejamos: ambos se destinam a jovens, ambas são imitações de séries de sucesso em países estrangeiros, ambos lançaram grupos musicais (aí os morangos ganham a batalha porque já vão em três), ambos fazem publicidade a produtos a torto e a direito, ambos têm uma marca própria (para mim as saias da “Floribella” ganham a tudo, já para não falar dos ténis da sorte) e, por fim, ambos transmitem mensagens aos jovens e, como diria uma professora que tive no ano passado, aqui encontramos o busílis da questão. Observemos as duas séries em particular:
Mensagens dos Morangos:
- convivam com os amigos nas férias do verão.
- troquem de namorados sempre que lhes apeteça.
- trafiquem e pratiquem contrabando.
- fujam à polícia quando forem acusados, mesmo que estejam inocentes.
- distribuam as pessoas por grupos e chamem-nos de “betos”,”dreads” ou apenas “rebeldes”.
- formem grupos musicais a consigam o sucesso da noite para o dia.
- se forem bonitos e tiverem um corpo de modelo concorram aos castings porque o que interessa não é a experiência como actores mas sim a beleza.
- ah, já me esquecia, meninas, toca a usar creme depilatório “veet”.
Mensagens da Floribella:
- acreditem em fadas
- acreditem no amor
- acreditem na amizade
- procurem o vossso príncipe encantado
- comprem amuletos para tudo e mais alguma coisa
- tenham confiança em vocês e vencerão tudo e todos
- o mundo é cor-de-rosa
- cantem músicas contra os ricos e que foquem o amor
- tenham uma árvore como vossa melhor amiga.
- acreditem em poderes sobrenaturais
- a beleza não conta
- e não se esqueçam de usar protector da marca “Garnier”.
Sinceramente não sou capaz de me decidir entre uma das duas séries. Se pensarmos nas crianças o mais indicado será a “Floribella” porque mostra-lhes os valores nos quais devem acreditar. No entanto, uma série mostra um mundo demasiado cor-de-rosa e a outra um mundo demasiado rebelde. Será realmente bom acreditarmos em fadas ou será melhor defendermos uma “geração rebelde”?
Como continuo sem encontrar resposta para a minha indecisão vou esperar por uma nova séirie juvenil. Porque não uma sociedade entre “Floribella” e “Morangos com açúcar”? Talvez resulte, ou não…
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Rita Paias
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12:27 p.m.
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sexta-feira, julho 28, 2006
O teu regresso
O dia estava belo: céu azul, cerca de trinta graus na rua e tudo parecia estar como sempre: cada pessoa, cada objecto, cada sentimento, cada hora, cada minuto, cada segundo...
No entato, na imensa monotonia dos meus dias, atravessaste-te uma vez mais no meu caminho e eu, uma vez mais, não te consegui evitar. Apareces-te sorrateiramente, destruindo tudo em meu redor num curto espaço de tempo e eu, uma vez mais, não te consegui evitar. Envolveste-me nesse teu abraço profundo e eu, uma vez mais, não te consegui evitar. Mostraste-me o lado mais negro de um belo dia de Verão e eu, uma vez mais, não te consegui evitar..
Por mais que tente não te consigo evitar.
Fazes parte do meu lado mais negro. Enfeitiças-me com o teu lado oculto. Levas-me a experimentar sensações nunca antes imaginadas. Fazes-me ficar sem reacção perante as tuas constantes invasões.
Chego à conclusão que podes invadir a minha alma que eu não vou reagir. Podes intrometer-te no meu mundo que eu não vou reagir. Podes até destruir a minha vida, que eu não vou reagir.
Será que não compreendes que só me destróis? Que só me levas por caminhos que não quero descobrir? Que eu quero ser feliz e tu não me deixas?
Será que algum dia me vais deixar?
Será que vou voltar a ser feliz?
Talvez um dia...
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Rita Paias
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6:56 p.m.
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sexta-feira, julho 21, 2006
Finalmente no 2ºano
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Rita Paias
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7:20 p.m.
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Não devia o amor ser sempre assim?
Doy toda me vida
A quién se enamora de mi
Y no existe nadie
Que pueda alejarme
De lo que yo siento por ti
Cuando me enamoro
Doy toda me vida
A quién se enamora de mi
Y no existe nadie
Que pueda alejarme
De lo que yo siento por ti
Io do tutto il bene
A chi è immamorato di me
E non cè nessuno
Che mi può cambiare
Che mi può staccare da lei
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Rita Paias
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7:04 p.m.
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sexta-feira, junho 30, 2006
Mais uma vez Álvaro de Campos
Depois a trágica retirada para o jazigo ou cova,
e depois o princípio de morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
e a vida de todos os dias retoma o seu dia...
Depois, lentamente esqueceste,
só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando que faz anos que morreste;
Mais nada, mais nada, bsolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
e uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti".
Este poema é dedicado àqueles que partiram e jamais merecem ser esquecidos.
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Rita Paias
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12:48 p.m.
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Rita Paias
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12:42 p.m.
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quarta-feira, junho 28, 2006
desvarios
Quando tudo é merda e não se sabe o que fazer, escreve-se sem saber o porquê de tão pouco e sem sentido escrever.
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Rita Paias
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6:01 p.m.
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terça-feira, junho 27, 2006
Deus
Hoje vou escrever sobre um tema pouco frequente neste blog: DEUS. Pois é, há algum tempo que gostaria de expressar a minha opinião sobre Deus e a Igreja católica.
Primeiro, como católica que sou, acredito que Deus existe e que nos guia ao longo das nossas vidas. Ele está sempre presente, em todos os momentos, e não apenas naqueles em que nos sentimos desesperados e O vemos como um género de “último recurso”.
No entanto, embora seja católica, não concordo com algumas das ideias que a Igreja católica defende: tais como a proibição de métodos contraceptivos e, em certos casos a interrupção voluntária da gravidez (assunto que tratarei num outro post). Quanto ao primeiro aspecto, é completamente incompreensível impedir que alguém se proteja contra certas e determinadas doenças que podem conduzir à morte. Um dos argumentos apresentados pela Igreja consta em que se está, a impedir a criação dum novo ser humano. Mas não podemos ver a situação num só prisma, temos que focar todos os pontos. É correcto que os métodos contraceptivos são uma forma de impedir gravidezes indesejadas, mas são igualmente uma forma de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis. A questão da interrupção (ou possibilidade de interrupção) da gravidez, leva-me ao segundo facto que anteriormente referi. Pessoalmente sou contra a interrupção voluntária da gravidez. Mas, se uma rapariga for violada e engravidar? Será que uma criança vinda duma relação indesejada e traumática poderá ser feliz? Esta é das únicas situações em que acho que se justifica tal acto. Por todas estas razões acho que a Igreja católica deveria reponderar certas posições que toma em certos e determinados assuntos.
Uma outra situação que gostaria de focar neste post é a daquelas pessoas que optam por passar o resto das suas vidas enclausuradas em conventos, isoladas do resto do mundo. Sinceramente acho que esta não é a melhor forma de seguir os mandamentos de Deus. Eu respeito muito estas pessoas, porque é preciso ser-se muito corajoso para abdicar de toda uma vida em nome de Deus mas acho muito mais plausível a atitude de todos os católicos praticantes que estão cá fora a fazer por tornar este mundo melhor (por exemplo através de acções de voluntariado). Esta é a melhor forma que temos de aplicar os mandamentos de Deus, pois tal como Jesus Cristo disse:
“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS TAL COMO EU VOS AMEI A VÓS
E que melhor forma de fazê-lo do que vivermos no mundo real, vermos como as coisas acontecem e agirmos para mudar algo?
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Rita Paias
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2:46 p.m.
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quarta-feira, junho 07, 2006
Nunca desistam
Ó DIREITO ÉS O MELHOR QUE HÁ
(no caso dos estudantes da FDL, no caso dos estudantes de outros cursos aquele que mais vos faz adorar a vossa universidade)
P.S: Nunca se esqueçam, lutem pelos vossos sonhos e nunca,mas nunca desistam.
CARPE DIEM
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Rita Paias
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1:44 p.m.
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domingo, maio 21, 2006
Breve anotação.
Devido aos diversos comentários, sem sentido e com ofensas esclarecidas por parte de anónimos e pessoas com nomes fictícios,deixo aqui desde já o aviso que, a partir de hoje esses comentários não serão aceites. É triste ser obrigada a tomar uma atitude destas, mas este blog é um blog de discussão e não de ofensas. Se querem ofender façam-no pessoalmente e não através de nomes fictícios. Quanto aos comentários que sirvam para debater um determinado tema esses serão sempre bemvindos.
Saudações.
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Rita Paias
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10:29 a.m.
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quarta-feira, maio 17, 2006
Hoje é o dia D
Chega, chega, CHEGAAAAAAAA. Estou farta. Hoje acabou tudo.
Acabaram-se as mentiras, acabaram-se as falsidades, acabaram-se as grandes amizades surgidas e acabadas do nada. Hoje é o dia D (peço desculpa pela falta de originalidade), a partir de hoje pessoas falsas jamais entrarão na minha lista de amigos, ou se é verdadeiro ou nada feito. Estou farta de sofrer por pessoas que não valem a pena. A partir de hoje tudo vai mudar, vou dar toda a minha atenção e todo o meu carino a todas as pessoas que realmente o merecem. Basta de boa-vontade, para quê? Para se aproveitarem dela? Não meus amigos chega de ser parva.
Fui
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Rita Paias
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11:31 p.m.
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segunda-feira, maio 15, 2006
Outside
And you can bring me to my knees...Again
All the times when I could beg you please....In vain
All the times when I felt insecure....For you
And I leave my burdens at the door
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the time that I felt like this won't end
It's for you
And I taste what I could never have
It was from you
All the times that I've tried
My intentions, full of pride
But I waste more time than anyone
But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok
But I'm on the outside
And I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you
Staind
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Rita Paias
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3:56 p.m.
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Momentos
Há momentos na nossa vida em que sentimos que já pouca coisa faz sentido. Entramos em solidão, desespero, depressão, e muitas vezes sem ninguém dar por isso. A tristeza invade-nos e não conseguimos arranjar boas recordações. Nada faz sentido, NADA. A nossa mente é invadida por uma única vontade: DESISTIR DE TUDO.
Mas será isto que realmente acontece? Não será este o caminho mais fácil quando comparado à outra solução restante: encarar a vida como um desafio que tem de ser ultrapassado passo por passo? Claro que sim, por vezes, todos nós temos tendência a seguir um caminho mais fácil. Um caminho que custe menos a percorrer, ou até um caminho que nos faça sofrer menos. No entanto, a segunda opção pode ser a mais difícil mas é a que nos leva a momentos de felicidade (mesmo que sejam muito pequenos, porque, segundo li um dia, a vida é recheada pela tristeza, nela somente encontramos pequenos momentos de alegria) momentos estes que devem ser aproveitados ao máximo, de forma a conseguirmos armazenar forças para o próximo desafio que promete ser ainda maior que o outro.
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Rita Paias
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3:37 p.m.
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domingo, maio 07, 2006
Poema à mãe
Aqui está um poema do grande Eugénio de Andrade, dedicado a todas as mães, mas, principalmente à minha. Um beijo
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
ao fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...~
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esquecerei de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves!
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Rita Paias
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3:21 p.m.
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terça-feira, abril 25, 2006

Como é óbvio, não podia deixar passar este dia sem referir a importância que o 25 de Abril teve na luta pelos nossos direitos e, acima de tudo, pela LIBERDADE.
O 25 de Abril, é melhor exemplo do famoso ditado "a união faz a força". Se não fosse a união dos militares, e do povo português, alguma vez teria sido possível derrubar o regime salazarista (que de positivo teve apenas o facto de relançar a economia portuguesa)? Penso que não.
Pois é, todos nós deveríamos seguir este exemplo e unir-nos para lutarmos pelos nossos ideiais, uma vez que:
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Rita Paias
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5:48 p.m.
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quinta-feira, abril 20, 2006
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o
ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Morais
Este texto é dedicado a todos os meus amigos que me apoiam, mesmo quando não estão presentes. Tal como elucida o texto, vocês são os meus alicerces. E, digam o que disserem, façam o que fizerem, desde que vos tenha ao meu lado (embora nem sempre fisicamente, mas no cantinho do meu coração reservado a cada um de vocês), conseguirei reunir forças para dar mais um passo neste caminho constante para o abismo que é a nossa vida.
OBRIGADO POR TUDO
Publicada por
Rita Paias
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2:43 p.m.
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