quarta-feira, dezembro 26, 2007

"O mundo quer-me mal...

porque ninguém tem asas como eu tenho!
(...)
Porque Eu sou Eu e porque Eu sou alguém!"

Florbela Espanca - Versos de Orgulho

Só gostava que compreendessem isso...sem julgamentos...sem desconfianças...com CONFIANÇA!!!

SERÁ PEDIR MUITO?!!!

domingo, dezembro 23, 2007

Feliz Natal

sexta-feira, dezembro 21, 2007

E troco a minha vida...

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

Maria Guinot, Silêncio e tanta gente

Sinto que dei tudo mas sei que não dei nada

O olhar cansado vagueia pelos cantos desta casa que amo e que conheço como a mim própria (será mesmo que me conheço?). Vagueio pelos corredores vazios e escuros e deixo os pensamentos correrem...Um semestre passou e nem dei por nada. O fracasso e a frustação apoderam-se de mim...Sinto que dei tudo mas sei que não dei nada. Sei que era capaz de bem melhor. Sei que ainda vou a tempo...mas sei que era capaz de bem melhor.

Estou cansada, triste, cansada, farta, cansada...

Continuo a deambular pelos corredores daquela que frequentemente considero a minha primeira casa...
Vagueio...
Perco-me...
O som dos meus passos nos corredores desertos.
Vagueio...
Perco-me...
O olhar cansado.
Vagueio...
Perco-me...
A pressão.
Vagueio...
Perco-me...
O fracasso.
Vagueio...
Perco-me...
A FRUSTRAÇÃO!!!

domingo, dezembro 16, 2007

O que sinto...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Today

terça-feira, dezembro 11, 2007

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas
-Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come
!Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos

segunda-feira, dezembro 10, 2007

"I have a problem that I cannot explain"

Sentada, no bar da faculdade, olho em redor.
As pessoas, o barulho, a agitação habitual após uma frequência...aceno a alguém conhecido que passa, troco algumas palavras (poucas) com outras e sinto-me tão perdida!!!
O mundo gira a uma velocidade alucinante e eu estou inerte...parada...perdida!!!
Sem forças para sorrir, sem forças para continuar...perdida!!!

O mundo desabou e o abismo voltou a estar próximo...sento-me...vejo a paisagem em redor...o meu olhar detém-se na escuridão do abismo...assim permaneço sentada, só...perdida!!!
Ergo o olhar, a noite abateu-se sobre mim e eu nem me apercebi...

Eis-me de volta a este mundo só meu e que poucos compreendem.
Eis-me de volta a este lugar onde por vezes nem eu própria me consigo encontrar...
Eis-me de volta a mim!

"ABSCONDITUM MENTIS"

terça-feira, dezembro 04, 2007

VOTEM!!!


Hoje e amanhã não se esqueçam de VOTAR. É o futuro da Universidade de Lisboa que está em jogo. Não abandonemos o candidato da NOSSA FACULDADE!!! A lista que representa tem um programa sólido e capaz de levar a AAUL (Associação Académica da Universidade de Lisboa) por caminhos que levarão a um maior e melhor desenvolvimento do ensino superior. Vamos juntar-nos e apoiar esta lista porque:

JUNTOS TRABALHAMOS, JUNTOS ALCANÇAMOS!!!
Para um melhor conhecimento do programa visitem o blog da Lista R:

sexta-feira, novembro 30, 2007

Porque hoje não encontro palavras para agradecer...

AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências .
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

(Vinícius de Moraes)

quinta-feira, novembro 29, 2007

"I walked around for hours"

Hoje saí, precisava de parar...respirar...pensar...desanuviar...
O vento frio cortava-me o ar e, ao mesmo tempo os pensamentos. Sentia-me cada vez mais confusa, perdida...o passeio continuava...todas as músicas que passavam no mp3 pareciam fazer todo o sentido no momento em que passavam - "I was alone and freezing" - o passeio continuava...de repente vejo uma igreja, paro e entro - sempre gostei de igrejas, transmitem-me paz e eu estou a precisar dela - entro...uma paz de espírito apodera-se de mim, os sentimentos param, os pensamentos param, o tempo pára, o mundo pára...fico uns minutos de pé a apreciar a igreja e a arte nela constante. Sento-me olho em redor, fico uns minutos sem pensar em nada, apenas a apreciar a calma e a paz de espírito que me invadia, de repente os pensamentos evitados/escondidos há muito voltam e tudo cai, a muralha que me protege desaba em segundos - e eu que pensava que ela era indestrutível - há muito tempo que precisava de parar mas não p...não queria, não tinha cor...tinha medo - uma lágrima quer cair mas impeço-a - não me posso deixar afectar por isto - outra lágrima quer sair...e outra...e outra...e outra... - já não consigo contê-las, rendo-me a elas...estão mais pessoas na igreja mas, ao mesmo tempo, sinto-me tão sozinha!!! As lágrimas continuam a correr-me pelo rosto mas já não me interessa...o mundo lá fora não me permite mostrar as minhas fraquezas...tenho que ser forte, corajosa, mostrar que tenho energia e forças para tudo o que vier - "I had to work this by myself" - não posso quebrar, não posso ceder, não posso...mas aqui...nesta igreja, neste momento, posso tudo, sei que este é um momento só meu, nada mais interessa, não interessa a pressão, não interessam as frequências, não interessam as confusões, não interessam as...nada interessa. Que sensação ambígua esta!! Ao mesmo tempo sinto-me aliviada e derrotada, a duvidar se terei forças para voltar a erguer a minha muralha. Fico mais um pouco a pensar, num monólogo intenso comigo e com Deus, cheio de frases, pensamentos que se misturam e tornam tudo num turbilhão enorme e quase que me engole - "in these last days when I am still hopelessly poor". Mais uma vez paro o meu mundo...volto...enxugo as lágrimas, pego no livro, levanto-me, caminho para a porta e faço o sinal da cruz.
Saio...o frio...afinal o mundo não parou.

Pensamento do dia

"O importante não é sermos o melhor de todos, mas sim o melhor de nós mesmos"

segunda-feira, novembro 26, 2007

Noite...





domingo, novembro 25, 2007

Coincidência?

Eis um tema que ando a evitar há duas semanas, mas ao qual não consigo fugir (coincidência?).
Para começar esta discussão surgiu numa tarde que se prolongou numa noite e até em dias. Nesta mesma discussão surgiu a pergunta: "há coincidências?".
Para mim não existem coincidências, tudo acontece (ou não acontece) por alguma razão. Tudo na nossa vida tem um significado, cada momento, cada palavra, cada olhar... No entanto, não acredito no destino, pois se realmente cada um de nós tivesse o seu destino traçado, não faria qualquer sentido caminharmos à beira deste abismo chamado vida.
Tal como já escrevi, tudo acontece por uma razão. Razão essa que pode demorar muito tempo a descobrir ou até nunca ser descoberta. Por vezes o motivo está lá mas nos não o queremos ver, dizemos a nós próprios "isto são parvoíces, não pode ser assim". Outras vezes percebemos o motivo e tudo faz sentido, mas há sempre um mas...E noutras vezes ainda descobrimos o motivo e ai tudo faz sentido (desta vez sem "mas").
A minha vida está cheia dessas supostas coincidências, algumas das quais tenho desvendado nestes últimos tempos. Outras não (ou será que sim...mas não?). Outras não as desvendei e confesso que tenho algum receio do que por aí virá.
No entanto continuo a afirmar: "Não há coincidências!!"

E vocês?

terça-feira, novembro 20, 2007

A chaga continua...(estudo na humilde casa da Ameixoeira)

Cenário ideal (personagem principal, Menezes Cordeiro - o ambientalista!):

Menezes Cordeiro em cima de uma árvore centenária, encolhido de medo e vários estudantes dos quais ele é um "criado e fiel admirador", munidos de machados a cortarem a árvore para fabrico de papel.

Toque de mestre: música de fundo elaborada pelos "homens da luta" com o seu eterno "qui ri qui ri qui ri qui ri qui!!!"

Pensamento do dia

"Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo"

(Fernando Pessoa)

Que todos nós saibamos a importância das "pedras" no nosso caminho e que, depois de construirmos o nosso castelo, saibamos viver nele.

domingo, novembro 18, 2007

Beautiful

sábado, novembro 17, 2007

Frase do dia - Amizade

"Existe alguma coisa melhor do que ter alguém com quem te atrevas a falar como contigo mesmo?"

(Cícero)

segunda-feira, novembro 12, 2007

Para começar a semana...

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

sábado, novembro 10, 2007

A UNIÃO PREVALECEU